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NOSSA HISTÓRIA

A Rede de Mulheres Negras Evangélicas foi criada no 1º Encontro de Mulheres Negras Cristãs (EMNC) realizado em Agosto de 2018 pelo Movimento Negro Evangélico em Recife protagonizado pelo Comitê de Gênero e Direitos Humanos do referido coletivo. 

A história que precede a criação da rede se tece no interior do movimento progressista evangélico brasileiro a partir da inquietação de mulheres negras evangélicas. O cenário de convergência entre essas irmãs foi o chamado Festival Reimaginar que aconteceu em setembro de 2016, na região metropolitana de Brasília-DF em setembro de 2016. O Festival foi um grande e ousado evento que reuniu pessoas clérigas, leigas, da teologia, ativistas e demais intelectuais d o protestantismo brasileiro e do movimento progressista evangélico e reuniu cerca de 150 pessoas.

O Reimaginar se constituiu como um importante catalisador de ideias e iniciativas das mais diferentes pautas sociais como a questão do racismo, da violência contra a mulher, da diversidade sexual, violência urbana e participação política, entre outros temas de relevância social. 

No Grupo de Trabalho sobre Gênero e Raça do Festival, pudemos problematizar a invisibilidade das questões que afetam as mulheres negras evangélicas no seio do protestantismo brasileiro. Pouco ou quase nunca se fala sobre as violações de direitos postas estas como fruto de um sistema explorador e desigual em nossa sociedade. Geralmente, o tema é tratado com “espiritualização”, como um fenômeno sobrenatural que prova a fé dessas mulheres cotidianamente e desconsidera as dimensões concretas relacionadas a fatos históricos e processos sociais que geraram tais desigualdades sociais. Precisávamos de uma iniciativa que reunisse as mulheres negras evangélicas numa frente de mobilização.

Dessa maneira, três mulheres negras evangélicas: Elizabeth Guimarães (Rio de Janeiro-RJ), Vanessa Barboza (Recife-PE) e Nívia Dias (Salvador-BA) decidiram orar e planejar um encontro que reunisse as principais lideranças femininas negras evangélicas em atuação em suas comunidades de fé, nos movimentos sociais ou em instituições e organizações para-eclesiástica no Brasil. 

Foram meses de oração, articulações e tentativas que culminaram com a realização do projeto em 2018 que recebeu o apoio financeiro da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e o apoio logístico local igrejas que se sensibilizaram com a causa. Esses apoios foram cruciais para a realização do encontro, uma vez que o MNE- Recife não recebe financiamento de nenhum tipo e também não possui estrutura física própria. Assim, conseguimos agregar mulheres negras evangélicas de relevante importância para o cenário de promoção da justiça racial no meio religioso progressista.


Na Rede, identificamos mulheres que estão vinculadas a diferentes movimentos sociais ou a organizações sociais de interesse coletivo: há mulheres do movimento negro, mulheres do movimento progressista evangélico, do movimento de mulheres negras, do partido dos trabalhadores, mulheres do movimento inter-religioso, mulheres do movimento feminista. Dessa maneira, essa organização possui forte caráter político e pastoral diante dos desafios das desigualdades sociais vividas pela população negra brasileira. 

Revela potência em incidência pública como sujeito coletivo capaz de estabelecer diferentes pontes de diálogo num contexto social fortemente fundamentalista, patriarcal e de perverso racismo estrutural. 


E para visibilizar esse compromisso social, produzimos um Manifesto Público destinado às igrejas brasileiras.

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